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sexta-feira, 28 de março de 2014

Make love, not lepo-lepo

Diz o Marcos Lúcio: 
 
"Esta piadinha é beeeeeem legal... Lepo-lepo é mau-gosto total! Coisa mais caricata e idiotizante: 
 
 Eles se reencontraram por acaso, uns cinco anos depois do fim. Ela nunca entendeu o motivo do 'pé na bunda'. Ele alegou na época que era por uma razão bem particular. Qual era? Jamais disse. Agora ela tinha a oportunidade de perguntar novamente: por quê? O que tão grave separara os dois? Dessa vez, sossegado pela distância do tempo, ele resolveu falar:

- Me desculpe, mas eu perdi todo o meu interesse no dia que você sugeriu que a gente fizesse um... lepo-lepo.

 - Lepo-lepo???

- Isso, daquela música que fez sucesso na época. Desculpe pela franqueza tardia, mas eu sou um cara que transa, trepa, faz amor, essas coisas. Mas... lepo-lepo??? Pelamordedeus, hein???

E ele foi embora mais uma vez, sem olhar pra trás."


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

O Tempo do Alfredo

                                                                                                      
"Ainda sou do tempo em que viajar para outro país era coisa sem volta, coisa de migração em que a pessoa sozinha era aventureira e, se a viagem fosse com a família, seria mais do que aventureira; seria de risco total conforme fizeram alemães, italianos e japoneses em determinada época para o Brasil. Eles vieram para substituir a mão-de- obra escrava, que havia sido abolida. As condições daquela gente chegando aqui eram terríveis, sendo alojados  nas mesmas acomodações dos escravos já libertos. Alemães não vieram nessas condições, mas vieram fugindo de um sistema político ‘nazismo’ que se impunha gradativamente na Alemanha, até que por fim – duas guerras mundiais.
 
Com essa visão de grandes viagens é que passei a minha infância e juventude e até hoje não consigo entender como uma pessoa sai do seu país, desembarca em um aeroporto do outro lado do oceano e... some numa multidão de desentendidos.

 O estigma de uma viagem para outra cultura, onde as normalidades são absolutamente contrárias às de um país como o Brasil me fariam sentir um estrangeiro no planeta Terra e, não mais um estrangeiro na terra em que nasci, sem falar em outro país, com outra língua e outra educação. Em comum com estes, eu teria a aversão pelo sistema periódico do povo brasileiro e, explico: brasileiro vive de pedaços; cuida mal de tudo e ninguém pensa em preservar nada. Nossa política é exatamente o resultado catastrófico da nossa maneira de viver e não podemos mesmo reclamar disso porque em cada um de nós mora um sentimento de aproveitador de rebarbas. Somos assim, brasileiros para brasileiros, e por isso mesmo tão desprezado em qualquer outro país civilizado do mundo.

Não sou adepto de viver fora do lugar onde nasci e, por mais que admire o sistema organizado de cada país do primeiro mundo, sou daqui, desta terra-de-ninguém.

Pra mim, a senhora Jacy tem razão. Não devemos nos mudar do primeiro ambiente, e pronto. Hoje, acredito que minha família nunca deveria ter saído de Baixo Guandu, onde de certa forma construiu um patamar, apesar de todos os problemas que vieram em seguida. Devíamos ter ficado por lá e criado uma força familiar forte, estabelecido uma fonte de renda e, mantido a vida e os bens até então adquiridos. Teve uma época em que eu quis até comprar, da minha  família, a casa do meu avô, mas desisti e tudo ficou por isso mesmo.

 Ao contrário do que possa parecer, fico sendo mais uma vez seu admirador pelo fato de sua coragem de ter se estabelecido nos Estados Unidos enfrentando tudo o que enfrentou e superou. Que foi audacioso, foi. Eu não tenho este espírito, aliás, sou mesmo é muito medroso para encarar grandes mudanças e, por outro lado (veja como são as coisas) – não fui medroso para me embriagar por anos e anos, sabendo do risco, confiando apenas no ‘taco’, como se diz numa gíria. É admirável a tal confiança, mais admirável do que a coragem de uma pessoa que se mudou de Brasil para os States com a ‘cara e a coragem’, porém – se é que me entende – de resultados absolutamente inversos.
 

 Hoje a minha vida, por muita sorte, ainda pode ser considerada até boa, tendo em vista tudo o que desprezei, e não reclamo desta sorte, mas sei que encurtei “My Way”  -   http://www.youtube.com/watch?v=-vNFbSVlS2I


 Apesar das minhas colocações e confissões, repito que não devemos chorar nesta vida. Ao contrário, devemos é rir, e aqui em casa procuramos sempre, sempre, ver tudo pelo lado do humor; quando não dá, até olhamos pelo humor negro. Sempre humor – bom humor – porque a vida, se você reparar...  a (vida) do vizinho, ela é gozada e dá mais pra rir do que pra chorar. Portanto, colocando-se na pele do vizinho, e de lá olhando a sua própria vida, você vai ver que dá, também, mais pra rir do que pra... chorar.
É issssssssssssso!!!!! "


                                                                               (Por Alfredo Petersen)
                                                                       
                                                                          Texto retirado do blog Barão de Sacocheiro



sábado, 1 de junho de 2013

O papo do Rio Acima veio parar no Alma...

O que o Marcos Lucio comentou lá no outro blog foi tão forte que reverberou aqui:

“ ´Não se interessar por nada´ como licença poética, descanso ou alívio, e para sentir-se 'livre', é, eventualmente, de suma importância. Dizem que até Deus descansou ao sétimo dia, rsrs.
Tenho como o melhor da vida, depois da santa saúde, a seminal liberdade.

Porém, 'o preço da liberdade é a eterna vigilância'.

Concordo com o Napoleão Bonaparte: 'A maior batalha que eu travo é contra mim mesmo'.
Ato contínuo, creio que, para a verdadeira liberdade, necessitamos nos voltar para nós mesmos, vigiando nossos pensamentos. Porque são eles que comandam nossas vidas e podem gerar sentimentos que funcionam tal qual prisão, como a raiva, o ciúme, o medo, a inveja, a tristeza, a angústia, e que podem nos levar a atitudes nocivas...ou de transferência e projeção, e saimos culpando tudo e todos por nossos desacertos.

Assim, se as coisas não estiverem indo bem, e nos sentirmos presos de alguma forma, paremos e observemos nossas atitudes, sentimentos e pensamentos. Quem quer ser realmente livre deve estar sempre vigilante, mas não somente atento a jornais, tv, enfim, ao resto do mundo, como muitos pensam. Quem quer gozar a verdadeira liberdade deve tomar cuidado com os próprios pensamentos. Esse é o preço. Há mentes livres na prisão e mentes presas nas praças e jardins.

Muitos tolos supõem que alienando-se politicamente estarão livres.

'Política não é partido (político). Partido é uma das formas de fazer política. Faz-se política na família, na igreja, no trabalho, na escola e também na gestão pública. Desse ponto de vista, é preciso se interessar por política para não cair numa postura individualista, tolamente exclusiva', pontua Mario Sergio Cortella.

Quem melhor esquadrinhou esta questão, na minha desimportante conceituação, foi Bertolt Brecht:
'O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, nem que o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado e o pior de todos os bandidos, que é o políticovigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais'.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Sobre as naus que não chegam a lugar nenhum

Obrigada, Danilo, pelas palavras de Jorge de Lima, que me pegaram de surpresa como um soco no estômago. A poesia é, ao meu ver, o que há de mais "fino", de mais elevado entre as criações humanas; é a única coisa, além da verdadeira caridade, que faz de nós uma sombra tímida de Deus.

"Também há as naus que não chegam
mesmo sem ter naufragado:
não porque nunca tivessem
quem as guiasse no mar
ou não tivessem velame
ou leme ou âncora ou vento
ou porque se embebedassem
ou rotas se despregassem,
mas simplesmente porque
já estavam podres no tronco
da árvore de que as tiraram".