quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Emoção e diversão

Neste calor de Saara que tem sido o verão carioca, na hora da diversão não me arrisco a ir à praia. Se saio de casa, vou ao cinema, ao teatro, ao shopping, ao restaurante. Tudo para fugir do calor.

No último fim de semana, elegi um filme e uma peça, dois sucessos de crítica, e minha emoção não deu as caras no cinema nem no teatro. E olha que emoção é coisa que não me falta...

Ao contrário dos críticos de plantão, que raramente nadam contra a corrente, tenho a coragem de dizer que o premiado "Boyhood - da infância à adolescência", que levou 12 anos para ser filmado, e acompanha o crescimento de um casal de irmãos, fruto de um casamento em crise... olha, "Boyhood" não me disse absolutamente nada nas duas horas e meia em que aguentei na sala escura. O filme tem três horas de duração, três horas que os críticos julgaram incríveis! E que eu considerei ter gasto à toa; podia ter continuado a ler meu livro, que está ótimo, ou podia simplesmente ter tirado uma soneca, que adoro.

Ok. O diretor, Richard Linklater, uma das seis indicações ao Oscar que o filme recebeu, fez uma coisa que os críticos consideraram "única, do ponto de vista cinematográfico": dedicou anos a um projeto. E o roteiro, que a crítica considerou ótimo, eu considerei arrastado. Os diálogos, que os entendidos acharam "extraordinários", eu achei chatérrimos.

Enfim... fiquei duas horas e meia diante da telona buscando alguma coisa realmente preciosa na tal "simplicidade" que as matérias festejaram nos jornais, mas não vi nada, nem mesmo uma frase que me fizesse pensar, uma cena que me tocasse a alma. E desisti. Saí do cinema, que estava lotado aliás, com vontade de gritar pra plateia:

-- Vocês estão gostando?

No sábado resolvi ver a tal comédia teatral, pra dar umas risadas. Adoro rir. E gastei um bom tutu pra ver o monólogo de um ator famoso, a quem muito admiro, e que está há meses em cartaz. "A vida sexual da mulher feia" prometia. Ou não? Só este título já me fez pensar em mil situações hilárias.

Sentei na terceira fila, toda animada, e confesso que fiquei constrangida diante do texto fraquíssimo, do figurino ruim e do desempenho mecânico de um ator que poderia ir bem mais além.

Em dado momento comecei a observar a plateia e notei que quase ninguém ria das piadas velhas e forçadas, algumas extremamente machistas, inclusive. Será que todos sentiam-se enganados como eu?

Dei graças a Deus quando o show acabou e saí correndo dali. Voltei pra casa estressada, com medo da violência carioca, dos assaltos, dos pegas que vivem matando inocentes pelas avenidas, das balas perdidas que matam até quem está dormindo em casa... e no fim de semana sabe como é: o pessoal bebe e o trânsito ainda é pior!

Em casa, tomei um banho rápido, pra economizar água e ir treinando para aprender a viver sem banho (porque já que o Governo não faz a parte dele e culpa São Pedro pela estiagem, a gente tem que se acostumar com a ideia de viver sem água, como o sofrido povo do Nordeste já faz há séculos).

No conforto do ar-refrigerado, peguei no sono e sonhei. Que era inverno e chovia. Ai, finalmente... me diverti.

5 comentários:

  1. Fernanda,

    Nao vi este fime e nem pretendo ver ..........rsrsrs. mas eu quase tive a mesma reacao quando fui assistir ao filme "Caminho da floresta" ........ aquelas musicas ...... tive voltade de deixar o cinema (da qual me arrependo....deveria ter deixado) achei chatissssssssimo .... e olha que eu conheco todas aquelas historias infantis e gosto ........e mais sou fa da Meryl Streep e do Johnny Depp........

    Felicidades,

    Gilda Bose

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    1. Gilda, querida, este ai eu nem vou arriscar! Kkkkkk

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  2. Não sei qual o enfoque da peça(só pelo cartaz já não iria). O que observo é que existe algo de desinformação/preconceito quanto à mulher feia (não a horrorosa, claro!), no que tange ao sexo. Cansei de ouvir de muitos homens que preferiam fazer sexo com as menos bonitas e até mesmo feias, justamente porque elas se entregariam mais, topariam mais e seriam mais performáticas e quentes rsrs, para compensar a feiúra. O fato é que dando uma pesquisada na internet, deparei-me com estas pérolas rsrs, senão vejamos:

    O GUARDIÃO respondido 3 anos atrás
    Mulher feia é bem mais dedicada, se esforça e sempre desenvolve mais a inteligência com certeza.
    As bonitonas se tornam imprestáveis, acham que são as boas e nada fazem para agradar, acham que tem o rei na barriga e se tornam criaturas chatas de se lidar.
    musico respondido 3 anos atrás
    pq elas sabem fazer coisas que as bonitas não sabem ou não querem fazer. mulher bonita só pensa em dinheiro pra comprar roupa, e maquiagem pra aparecer cada vez mais bonita. já a feia pra não ficar sozinha elas pegam na massa. fazendo o homem delirar
    .

    Lazaro “ O Último Romantico!” respondido 3 anos atrás
    É por ser feia,elas tem menos chance de ser assediada na rua e diminuem as chances de traição!
    Mas a beleza interior supera qualquer uma que seja bonita por fora mas por dentro seja um monstro e ter mais humildade e simpatia do que as belas e porque sao mais sensiveis
    O homem, em 90% das vezes, analisa a mulher como compensação. O que impressiona os homens no corpo da mulher? Seios, bumbum, coxas, pernas, barriga (e daí pra frente varia dependendo o gosto do freguês em coisas mais específicas, como modo de vestir, tatuagens, etc). Se uma mulher tiver com uma barriguinha um pouco além do ideal mas tiver seios fartos e que chamem atenção, a mulher vai pensar “Ela está gorda!” enquanto o homem vai pensar “Ela está meio cheinha, mas os peitos compensam!”

    Versão cafajeste:
    Existem homens que vão para balada com a única intenção de faturar algo para noite. Umas que a gente acha bem mais ou menos...tem aquela machaiada achando super tesão. Eles não acham ela um tesão, mas é ela quem vai liberar esta noite e por não ser bonita, vai compensar sendo mais quente e safada e será mais carinhosa, e dará mais prazer, tornando o homem o centro das atenções.Já a bonita, se sente rainha e quer ser servida e quer ser o centro das atenções.,
    1) Homens e mulheres são absolutamente diferente e, claro, notam coisas diferentes
    2) As preferências mudam muito de uma pessoa para outra (independente do sexo)
    3) Alguns homens nem se importam com a embalagem, desde que tenha um orifício quente e confortável para a noite.

    Santé e axé!

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    1. Carissimo, eu diria que seu comentário foi muito melhor que o roteiro da peça!

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    2. "Merci beucoup". Conforme sinalizei, não tenho dúvida de que você está certa no comentário, sobre a bobajada que é esta pecinha rsrs. Repito que eu não iria, em hipótese alguma, nãso só pelo cartaz ridículo ou cafona rsrs e até pelo título camuflador de preconceito.Sim, leva o povo a supor-como sempre equivocadamente- que as feiosas são incomestíveis rsrs. Ledo e fatal engano, como sempre.Aprioristicamente não acho graça alguma nestes gêneros comerciais (é pura apelação, palhaçada, longe do humor sarcástico que adooooooooro) que sacaneiam ou debocham ou menosprezam ou riem de feias, gordas, baixinhas, pobres, e uma infinidade de questões que o povo subjuga , menoscaba ou ridiculariza, para se sentir, comparativamente, um pouco melhor . Vai muito mal um povo que precisa diminuir alguém para se sentir superior rsrs. Aproveito o ensejo (sou antigo rsrs) para corrigir a digitação anterior apressada rsrs:"homens e mulheres são absolutamente diferentes". Os erros nas pérolas da macharia rsrs, foram "respeitados" rsrs.
      Santé e axé!

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