domingo, 16 de setembro de 2012

O milagre da multiplicação das Julienes

Quanto mais procuro por aí uma substituta para minha ”ex”, a Juliene... mais eu me convenço das similaridades entre um grande amor que foi embora e uma grande empregada doméstica que sumiu no mundo.

Admito: minha casa nunca mais foi a mesma depois que a Juliene me deixou. Por mais que eu me esforçasse, os lençóis não ficavam mais tão passadinhos... nem tudo no seu devido lugar, como antes. Por falar nisso, dia desses precisei encontrar uma chave inglesa na caixa de ferramentas do meu marido e acho que encontrei chaves de todas as nacionalidades, das africanas às canadenses, menos a que veio da Inglaterra. E lembrei da Juliene, que até de ferramentas entendia, e sempre conseguia encontrar tudo nesta casa onde eu, pessoa organizadíssima, vivo mudando as coisas de lugar.
Ai, ai...
Minha primeira atitude, quando me vi sozinha com a casa, as vassouras, o material de limpeza e a bagunça, foi chorar de solidão e impotência. Convenhamos: não tenho medo de faxina, mas ter fazer tudo sozinha ad eternum é desesperador!
Então, num gesto corajoso motivado pelo instinto de sobrevivência, decidi que sim, eu dava conta do recado! "Não tô nem aí pr’aquela ingrata que me deixou...".
Poucas semanas depois, exausta e frustrada, desisti da nota dez em limpeza e organização, só pra conseguir ser mais feliz. Admiti que não, eu não dava conta do recadão da dupla jornada, do um milhão de coisas pra fazer além do universo doméstico e de, além de tudo isso, ainda manter a pose de charmosa e bem-humorada com o meu marido, de modo que o meu casamento resistisse à situação.

E logo eu, que sou meio Burle Marx, cheguei a passar um tempo sem paciência pra ter plantas... e na hora de fazer um macarrão eu pensava na Juliene: era só o meu marido perguntar "quede o manjericão que ficava na varanda?"... e eu comia pensando “eita, molho sem graça... Juliene, aquela desgraçada...  por que é que tinha que me abandonar?!”.

Então a dor do abandono cedeu espaço à revolta: a estante tá empoeirada? Os lençóis estão sem passar? A cozinha já não é mais aquele brinco de outrora? Fazer o quê?
Arranjar outra, é claro! Ninguém é insubstituível, afinal!
Quase um ano depois, confesso: não foi mole! Ou as candidatas não gostavam do desafio, ou era eu mesma que achava um desafio danado ensinar, por exemplo, que bucha e pano de chão de banheiro não se usa na cozinha... e coisas do gênero que, para a maioria do povo, não tem a menor importância. Não tinha jeito... até as que chegavam com toda a boa-vontade do mundo eram reprovadas no "teste do balde": não acertavam na hora de usar os seis baldes de cores diferentes que eu tenho aqui em casa, e cada um com seu uso específico; o rosa é de pano de prato, o verde é de banheiro, o azul é de cozinha, o de flor é de pano das paredes, o roxo é de lavar roupa e o branco é do chão da casa. Qual é a dificuldade?!
A cada uma que passava por aqui, eu suspirava pensando na Juliene e traçando mil comparações... igualzinho a gente faz com os candidatos a namorado que aparecem depois que aquela paixão avassaladora acabou mal, sabe como?
No caso da paixão que deu no pé, a gente pensa “ninguém dança como ele”, ou “só o Fulano sabia me beijar como eu gosto”...

Já a respeito da empregada ideal, que caiu fora, a lembrança é do tipo “ninguém passa uma camisa como ela”, ou “ela limpava tão bem esta geladeira...”.
E fica aquele saudosismo no ar, um saudosismo doloroso e sem remédio, idêntico àquele dos amores condenados: porque mesmo que o ex-namorado sem-vergonha (mas que você adorava) resolva te procurar de novo, você sabe que não vale a pena aceitar... exatamente como ela, a empregada que já te sacaneou pelo menos uma vez e que, se você ceder ao desespero e der chance, vai te sacanear again!
O jeito é seguir em frente: da mesma maneira que a gente não encerra os trabalhos depois de uma desilusão amorosa, e parte pra outra (ou pra outrassss) até acertar de vez com um amor que seja feliz, temos que ir pulando de galho em galho com as pretendentes domésticas que aparecem... e implorar a Jesus Cristo que promova logo o “milagre da multiplicação das Julienes”... porque olha, não vou te enganar: num caso como este, só milagre mesmo!

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17 comentários:

  1. Mauro Pires de Amorim.
    Lembro-me de Maria Rodrigues, 1ª empregada doméstica de minha família, na época dos meus 3 aos 10/11 anos de idade.
    Não lembro precisamente das qualidades de Maria, mas é história corrente em minha família, principalmente da parte de minha mãe.
    Minha mãe conta, que aprimorou os parcos conhecimentos culinários que tinha, graças a Maria, que, antes de iniciar trabalhando para minha família, lá pelo final dos 60, havia trabalhado muitos anos também como empregada doméstica na casa de um almirante e lá, aprendera a cozinhar desde mais jovem com a esposa desse almirante. Maria ensinou minha mãe,
    até a fazer bobó, empadão e empanados de camarão, pois o almirante, alta patente naval, recebia pessoas importantes em jantares que tinham que estar a altura.
    Maria, só veio trabalhar para nós, pois minha mãe, que nessa época estava fazendo mestrado em Sociologia no IFCS/UFRJ, era também professora da Secreteraia de Educação do Estado da Guanabara e lecionava em curso noturno numa escola pública em Ramos e a irmã mais nova de Maria, que, embora já fosse adulta, estava bem atrasada nos estudos, era aluna de minha mãe nessa turma noturna. Dessa forma, minha mãe soube pela aluna e irmã de Maria, que esta estava desempregada, pois o almirante que era seu patrão, havia falecido e a viúva deste, uma senhora já de certa idade, fora morar com o filho, a nora e netos, em outro estado da federação, de modo que Maria perdera o emprego de tantos anos na casa da família do almirante.
    Assim, minha mãe, ao saber dessa história, comentou com sua aluna da escola noturna e irmã de Maria, que talvez não tivesse capacidade financeira para pagar salário que estivesse na mesma altura que o salário que o almirante lhe pagava, mas que se Maria estivesse interessada, poderia telefonar-lhe para marcar uma entrevista.
    Maria Rodrigues, nessa época que eu tinha 3/4 anos, lá pelos idos de 1968/69, era uma mulher negra de uns 40/45 anos, que tinha sido empregada doméstica a vida inteira, era moradora pobre das adjacências do Bairro de Ramos, Rio de Janeiro, RJ, embora fosse mineira de nascimento, da região de Juiz de Fora, mas tinha o 1º grau completo, atual ensino fundamenrtal, falava corretamente, sabia ler e escrever compativelmente bem e era uma ternura de criatura, minha 2ª mãe, minha "mãe preta", como eu carinhosamente me referia a ela, já que ela passava grande parte do tempo comigo, pois, minha mãe tinha que terminar o mestrado e posteriormente, trabalhar arduamente para sustentar nossa casa, especialmente em função da separação de meu pai, como professora concursada do IFCS/UFRJ, vindo a abandonar seu emprego de professora na Secretaria de Educação do Estado da Guanabara, por incompatibilidade.
    Maria Rdrigues, trabalhou para minha família por cerca de 7/8 anos, até aproximadamente os anos de 1975/76, quando aposentou-se por tempo de contribuição, por volta dos 55 anos de idade. Sentimos sua saída de nossa casa, principalmente eu, que a considerava uma pessoa da família. Mas por outro lado, o que me confortou foi ela ter dito que estava cansada e iria aproveitar a aposentadoria para descansar e levar uma vida menos intensa com a ausência do emprego, pois recebia também, pensão por morte de seu marido em acidente de trabalho.
    Penso que meu relato, retrata o que foi a realidade de grande parte das mulheres pobres brasileiras, principalmente de áreas urbanas, onde a única chance de emprego, era na área dos serviços domésticos e similares.
    Embora esteja cada vaz mais difícil se encontrar uma empregada doméstica, as classes médias de países desenvolvidos, também não as tem, sendo comum, a divisão de tarefas domésticas entre pessoas da mesma família ou que moram juntas no mesmo imóvel. Aquela velha história de "trabalho de mulher" e "trabalho de homem", está acabando aquí no Brasil, especialmente no que se refere a tarefas domésticas.
    Felicidades e boas energias.

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    1. Mauro, "viajei" na sua história! Abraços e boas energias pra você também!!!

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    2. Mauro Pires de Amorim.
      Mandei uma continuação, contendo algumas de minhas experiências domésticas.
      Teria incluído nesse 1º texto, mas como superei o número limite de caracteres permitidos, tive que escrever a continuação em separado. Por isso, que algumas frases acabaram saido espasadas nesse 1º texto.
      Muitas felicidades e boas energias para você também.

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  2. Mauro Pires de Amorim.
    Complementando meu texto anterior, prossigo com alguns relatos de minhas experiências domésticas da época em que morava sozinho e mesmo casado, não tinha empregada doméstica, no máximo, faxineira/passadeira.
    Nunca tive muito tempo disponível para tarefa doméstica, pois eu estava na rua realizando alguma outra atividade e mesmo quando em casa, geralmente estava ocupado com tarefas relacionadas à minha profissão.
    Também não tenho filho(a), então, genericamente, nessa época, nunca morei em imóvel maior que quarto e sala, sendo a única excessão, o período de 1 ano, quando ocupei um imóvel de 3 quartos, comodatado, emprestado, por amigas que estavam na França. Então, esse fator, facilita a questão da faxina e limpeza. Mas, no período que ocupei o imóvel de 3 quartos, estava casado e eu e minha espôsa, tirávamos parte do dia de domingo, para faxinarmos a casa.
    Na época em que morava sozinho, era solteiro e mesmo quando era casado, resolvia a questão da alimentação diária comendo pf, prato feito ou prato do dia, nos bares e restaurantes mais simples. Ou então, comendo "quentinhas" de comida caseira, preparadas geralmente por
    senhoras aposentadas em suas residências e que,
    para engrossarem a renda e até mesmo, pelo prazer da atividade terapêutica ocupacional da culinéria, tendo ainda, alguma remuneração pecuniária também como ganho, as comercializam aquí em Copacabana.
    Portanto, minha principal refeição diária, estava resolvida, já que minha ex-espôsa, trabalhava nos escritórios administrativos da
    Varig e almoçava nos refeitórios da companhia. No mais, na geladeira lá de casa, havia basicamente, laticíneos, pão de forma, frutas,
    verduras de salada, frios, ovos, água, bebidas industrializadas e qualquer produto que pudesse ser rapidamente preparado, já que nem eu nem minha espôsa, tinhamos muito tempo disponível para culinária. Na dispensa, enlatados, principalmente, legumes, ervilha, milho, sopas instantâneas variadas, biscoitos e similares,
    café, chá, açúcar e temperos simples. Meu conhecimento de cozinha, resume-se à "culinária de água fervida", ou seja, tudo que possa ser preparado instantâneamente e que na quase totalidade dos casos, usa-se água fervida como base de preparo, fora o fato, desse tipo de culinária sujar o mínimo possível de louças e panelas, que invariavelmente, terão que ser lavadas, afim de evitar-se contaminação germiniana e infestação inseta.
    Assim, as refeições secundárias, fossem o café da manhã ou uma refeição mais leve à noite, poderiam ser perfeitamente e deliciosamente feitas de forma simples e pragmática.
    Quanto às roupas, quando morava sozinho, não tinha máquina de lavar, assim, lavava minhas roupas à mão, no tanque. Para isso, as colocava de molho na tarde do dia anterior, sempre aos sábados, já que domingo pela manhã era o dia por mim escolhido para lavar as roupas, mas no sábado, no princípio da noite, eu fazia um
    rápido enxágue, trocando a água e o sabão em pó.
    Dessa forma, eu conseguia facilitar a tarefa da lavagem à mão, além de usar um escovão para as roupas mais duras, como jeans.
    Na hora de pendurar no varal, pendurava as roupas o mais siméticamente possível, mesmo calças jeans, camisas de malha de algodão, camisas sociais. As camisas, eu pendurava no varal usando cabides de plástico, pois os de madeira e metal, podem manchar as roupas com coloração de madeira ou ferrugem, em função da água ou umidade nelas contidas. Essa forma de secagem, evita os amarrotados, portanto eu não passava roupa alguma, pois apenas ficavam leves e minúsculos amarrotadinhos esparçados, somente perceptíveis por pessoa muito observadora das roupas alheias. Mas é importante que a secagem no cabide seja bem simétrica, principalmente respeitando-se o caímento à partir das costuras e as camisas de botão, que estejam abotoadas, com excessão do colarinho.
    Ademais, já reparou que pode-se estar com a roupa mais bem passada do mundo, mas bastou se sentar, numa condução por exemplo, para o mesmo tipo de amarrotadinhos surgir?
    Felicidades e boas energias.

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  3. Mauro Pires de Amorim.
    Desculpem qualquer tipo de erro gráfico em meu texto, que possa ter ocorrido por falta de revisão.
    Felicidades e boas energias.

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    1. Mauro, o Blogger não me permite mexer nos comentários, por isso é que quando tem um errinho de digitação, eu não corrijo.

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  4. Antes que a "Vossa Magestade" pense que eu abandonei o cafofo,é o seguinte: Eu estou com hóspedes em casa,e se vc já teve essa experiencia,sabe como é complicado para a gente manter a nossa privacidade nesse caso,portanto me aguarde,que será poucos dias.
    Volto já com toda corda! Saudades.

    Monica.

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    1. Monica... você já me conhece bem. Eu já estava mesmo estranhando a sua ausência! Ainda bem que avisou, assim eu não me sinto abandonada (por você também, além da Juliene). Já basta a falta do Marcos Lúcio, que está viajando mas logo volta. bjos!

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    2. Voltei queriDannemann, são e salvo, graças ao "TODOPODEROSO"!!!...aqui é meu lugar, minha emoção é grande, a saudade era maior e voltei para ficar rs... Não sou Juliene e não abandono o que considero bom, bem ou belo como o Alma Lavada, né messsss?!...no bom e velho mineirês.

      As verdadeiras rainhas do lar, as nossas socorristas (lembra?!), como a Juliene, ou a minha querida Tânia, a quem chamo de madame e ela morre de rir... precisam ser tratadas como tais, bem pagas, e reconhecidas.Sei que você sabe se colocar no lugar, espeitosamente, do outro "inferior", segundo a estúpida classificação social.
      Quando faltam fica mais evidente suas seminais importãncias.

      Fica tristinha não..."outros outubros virão, outras manhãs plenas de paz e luz" e, quem sabe?! outra socorrista tanto ou melhor que ela...amém que sim!
      Beijão
      Marcos Lúcio

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  5. Mauro Pires de Amorim.
    Esse meu último relato acerca de minha parca experiência doméstica, ocorreu nos anos 90, na mesma época em que conhecí minha querida e estimada ex-espôsa, embora tenha acontecido posteriormente a tal relato anterior.
    Acredito que o que nos aproximou, quando nos conhecemos, tenha sido a troca de olhares sinceros, realmente honestos e o fato dela ter se interessado por meu estilo de vida simples e sincero. Sei que muita gente teme ser sincera e inventa personagens e personalidades das quais nunca serão no mundo real.
    Nunca fui assim, não sou ilusionista. Mas em minhas andanças pelas ruas, percebo que pessoas buscam por ilusões, sonhos, utopias, mas que no fundo sabem que são irrealizáveis, mas esse é seu torpor, ao invés de serem, o simplismente o que o que são e acabam perdendo o tato, "viajando na batatinha". Complicando algo simples, que não tem que ser complicado, afinal, mistérios ocultos existem somente no academecismo do nível de discução dos sexos dos anjos. Se é que isso realmente pode ser chamado de academecismo.
    Por isso, lembro com muita alegria e sinceridade dessa época, inclusive com muita consideração, amor e carinho, por Janice, minha ex-espôsa, até os dias de hoje, embora, jamais possa eu querer comparar pessoas, pois é isso que nos faz únicos(as). Cada ser é um único, diferentenciado(a) pela particularidade. Cópia xerox, existe só na mecanicidade.
    Se tiver que fazer tudo de novo, igualzinho, lá esterei, com meus "erros" e "acertos", afinal, tudo depende de intepretação e aceitação. E isso, é livre e relativo, sendo no meu entender, algo do tipo. "Tá afim? Fica. Não tá afim? Não fica, tudo bem, tranquilo". O não quer dizer que sou uma rocha, um gelo, mas, "minhas feridas", eu mesmo curo e dessa forma, cada dia, cresço melhor.
    Felicidades e boas enegias.

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  6. Oi Fernanda,

    O sua Juliene era a minha Geci.
    Geci trabalhava na nossa casa, quando eu ainda era solteira, há muitos anos. Ela sempre me dizia que quando eu casasse ela iria comigo.
    Dito e feito. Casei e a Geci foi trabalhar em casa.
    Era café da manhã na cama, fazia tudo para me agradar.
    Tive meu primeiro filho e a Geci continuava a mesma de sempre. Carinhosa, atenciosa, prestativa. Era tudo prá mim.
    Um belo dia, surgiu uma proposta de emprego da Mendes Júnior, mas para trabalhar no Iraque. Salário em dólar e tudo mais. Mas o que mais me atraiu foi a possibilidade das experiências que teria e com a vantagem da Geci ter aceitado ir comigo prá lá de Bagda.
    Quando ela foi tirar a foto para a emissão do passaporte,causou estranhesa ao fotógrafo e ele perguntou se não seria uma foto 3x4. Ela disparou na hora:"meu filho, é 5x7, estou indo para o exterior".
    Tudo certo, documentos tirados, vistos concedidos e aí veio a notícia arrasadora: a Geci estava grávida e não pode viajar.
    Resultado, fui para o Iraque sem a Geci, mal sabia fazer um café e ainda com um filho de um ano.
    Fernanda .... virei gente, aprendi tudo que a Geci fazia por mim, mas ainda tenho muitas saudades dela.

    Um abraço,

    Mercedes

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    1. Cara Mercedes... o pior é que eu também tenho saudades da Juliene. Mas já não sinto falta de tê-la como minha "assessora para assuntos domésticos", como eu costumava brincar. Decepção não tem remédio... além do mais, tenho certeza de que minha chapa, a Nossa Senhora das Graças, há de me arranjar uma substituta à altura (e que não vá me abandonar!). Abraços e volte sempre!

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  7. Fernanda,

    Eu estou sempre aqui. Não perco um texto seu e nem deixo de ler alguns comentário, mesmo que eu não poste o meu.

    Beijos

    Mercedes

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    1. Volte mesmo, que a porta está sempre aberta e a casa é sua!

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  8. E cada caso é um caso. No meu, que tenho apenas 20 anos e 20 motivos para evitar os serviços domésticos impostos por mamãe, nem uma "Santa" Juliene resolveria. E adivinha por quê? Simplesmente porque minha mãe prefere que eu faça os serviços, e ainda me vem com a velha desculpa de "se você não acumular a bagunça, a casa sempre estará arrumada". Qual a dificuldade que essa mulher que me deu a luz tem em sair à procura da Juliene perfeita?!
    Confesso que no meu lar doce lar, a preguiça já faz parte da família e um "anJU" (risos) faria toda a diferença.
    Depois de ler o seu texto (e amar) fiquei frustrada, não tanto, mas um pouquinho. E, puxa, com o perdão da palavra, mas você deu um puto de um azar, pois não se fabricam "Julienes" aos montes.
    Espero que apareçam novas empregadas e novas histórias, para que continuemos nos deliciando com a "Saga Juliene". E, por favor, reze para que uma caia de paraquedas aqui em casa e mude a cabeça da minha mãe e de quebra a minha vida.

    Beijoca.

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    1. Alana, adorei seu comentário! Você tem um senso de humor que eu gosto muito, e espero que apareça mais vezes por aqui. Bom... imagino que a sua mãe tenha desistido de procurar a empregada ideal, porque te conto que realmente não é mole e acho que a gente acaba cansando mesmo. Eu, por exemplo, já estou quase decidindo ficar com o dinheiro da faxina pra mim, e limpar a casa quando der na telha. Sim, as novas histórias estarão por aí: já leu a da Cinderela? Estou rezando, pode deixar, mas antes que o milagre aconteça aí na sua casa, eu espero que ele aconteça aqui na minha... bjo!

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