quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

A volta ao mundo em algumas horas

Depois da panqueca nojenta de ontem, hoje dei uma atenção especial ao meu estômago. Começamos com um frugal café da manhã em Paris, na versão americanizada do Le Pain Quotidien, padaria deliciosa que descobrimos nas férias francesas e que nosso amigo e comentarista Ariel contou que também existe aqui em NY. Confesso que a filial nova-iorquina não chega aos pés da matriz, mas pelo menos conseguimos fugir do café da manhã americano que, só de pensar, aumenta o colesterol.

 
Na hora do almoço, por sorte estávamos no Chelsea Market, que como o nome diz é um mercado interessantíssimo em Chelsea, e que é pra lá de eclético;  tem de boutique antenada a supermercado; de restaurantes dos mais variados tipos a galeria de arte... uma tremenda diversão. Foi assim que caímos de paraquedas no The Lobster Place, um restaurante que serve combinados japoneses a precinhos módicos e um bom prato de lagosta fresquinha a 18 dólares! Pra fazer digestão, toca a andar pela cidade!
Coitada da bicha!
 
Na Union Square paramos para descansar e aproveitamos para um café com chocolate, sentados na beira de um chafariz. Perdi a noção do tempo por ali, onde rola uma feira de artesanato muito bacana, embora os preços sejam de boutique.
 
Lá pela hora do jantar já havíamos cruzado o Soho e tínhamos ido parar em Little Italy. Fazer o quê? Traçar um macarrão, é lógico! O escolhido foi o Genaro, melhor pedida da NY italiana, onde sobram opções e os proprietários ficam na calçada forçando a barra com os turistas, na tentativa de safar a onça e encher o estabelecimento.

De volta ao buxixo da Sexta Avenida, esquina com a rua 49, mandamos brasa na sobremesa da pequenina Magnólia, doceria tipicamente americana que serve uns bolões maravilhosos e os mais diferentes tipos de cheesecake e cupcake.


Amanhã é dia de um legítimo hambúrguer americano. Nham! Nham!

Mas tem um lance aqui que eu não concordo: os restaurantes cobram 17% de taxa de serviço, e às vezes até mais. E ainda calculam o valor em cima do preço somado ao imposto, o que considero ainda pior. Talvez seja por isso que, aí no Brasil, alguns restabelecimentos andam inflacionando os dez por cento, cobrando 12% e até 13%! O consumidor que se cuide e trate de reclamar, porque se esta moda pega...
Well, mas voltando à vaca fria da comilança, sacrifício vai ser queimar as calorias adquiridas nesta festança gastronômica. Mas faço minhas as palavras de Scarlet O’hara, mulher mais chata que Hollywood já inventou:
-- Amanhã eu penso nisso!
E digo mais: não vai ser viajando de férias que vou entrar na paranóia de fazer dieta! Deus que me livre e guarde, amém! A propósito, olha que beleza de bolo! Eu é que não vou amarelar...
 

 

20 comentários:

  1. Uma explicacao, se me permite, sobre a taxa de servico.
    Quase todos os atendentes de restaurante vivem de gorjeta. Quase todos recebem um valor simbolico de salario.
    Gorjeta nao eh obrigatoria mas quase todos dao e, normalmente, o equivalente ao dobro da taxa. Virou uma tradicao, para a alegria dos que recebem.
    Gorjeta se aplica a varios servicos. Eh o $1 que voce da ao porteiro do hotel que te chama um taxi, eh algo como 10% do valor da corrida, eh, no minimo, $1 por mala para o funcionario do hotel que leva ao quarto e depois pega e poe no taxi. O mesmo no aeroporto aos carregadores (normalmente um minimo de $5, o mesmo que voce paga para pegar um carrinho).
    Eh dessa gorjeta que essa gente vive. Salario mesmo, eh uma merreca...
    Alguns restaurantes permitem aos funcionarios que incluam a gorjeta na conta sempre que esses suspeitem que o cliente eh de uma determinada nacionalidade nao por discriminacao mas apenas pelo fato de que (os funcionarios sabem) esses clientes desconhecem a regra e vem de locais onde isso nao se aplica, como no caso do Brasil onde gorjeta passou a fazer parte da conta... Dai (provavelmente) o motivo de voce ter a gorjeta incluida na conta: o idioma!
    Mas, creia, nao estao fazendo isso de ma fe. Estao apenas garantindo o leite das criancas.

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  2. Faltou: Sem duvida, o Le Pain de NY na verdade eh o The Bread...
    Eh bem diferente do original mas, convenhamos, muito melhor do que um Ihop!
    Curta o frio, que nao esta tao ruim. A quarta promete um dia ensolarado!

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    1. Nós ADORAMOS o Ihop! Pena que não tem aqui em NY. Ou tem e nós é que não encontramos???

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  3. Pelo jeito, ate a "vaca fria" vai virar churrasco!

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    1. Bastante interessante, darlingDannemann, os comentários do post anterior girarem mais em torno de Paris (et pour cause...) do que da Big Apple. Faz sentido. Até no seu comentário espontâneo:"Confesso que a filial nova-iorquina não chega aos pés da matriz", subliminarmente... parece conter, (ou não?!)o que para mim é de evidência solar: A Big Apple não chega aos pés da CIDADE LUZ, que , a nossa diretora G.B., também, admite amar de paixão. Continuo não vendo ou não sabendo de nada de único, de especial, de diferencial e relevante, na cidade que não dorme(outra mentira rs).

      Como ovelha negra que sou, não tive surpresas aí, muito menos encantamentos...tudo pareceu-me "previsível", ou mais do mesmo... em comparação com a Europa, p.ex. Pode ser falta de sensibilidade da minha parte...

      O meu confesso desinteresse pelo Tio Sam, desde a adolescência (e olha que N.Y., onde já estive, é o the best) , em nada diminui ou impede que eu deseje, sinceramente, que tudo corra da melhor forma possível... para que sejam dias maravilhosos e inesquecíveis, e que você possa dar saborosas e merecidas dentadas na Big Apple, "d'accord"???
      Santé e axé!!
      Marcos Lùcio

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    2. EstiMarcos... são coisas diferentes! Paris é uma coisa de outro mundo! Mas NY é uma cidade linda, divertidíssima, eclética, ótima pra caminhar, e com um povo também muito gentil. É como comparar Rio e Buenos Aires, ou Rio e São Paulo. Cada qual tem suas delícias. Kisses!

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    3. DarlingDannemann..."marrelógico" que são coisas diferentes, assim como tudo e todos na vida, a qual se compõe e se constitui única e exclusivamente de diferenças e diversidades. Por isto seu encanto, magia ou mistério, apesar dos pesares.

      Mas é que não tenho sensibilidade suficiente para ver e sentir as belezas de N.Y. e, acredite: esforcei-me ao máximo. Não sou eu que gosto ou me apaixono ou não pelas coisas...elas se apaixonam por mim e me seduzem.Sou por elas escolhido.Comprovadamente . Paris se apaixonou por mim e fez amor comigo e sexo também rs...(assim como Barcelona, Praga, Firenze, Mikonos, São Petersburgo, Moscou, Havana, Cidade do Cabo e outras tantas...).Não movi uma palha e já estava absolutamente apaixonado desde o primeiro segundo que as vi, quase pasmado. A dona Clarice Lispector também, quando disse: "Paris é imediatametne Paris". Portanto não é comparação, é sedução, é coisa de alma lavada.

      Somente New York, mesmo piscando os olhinhos falsos de neon rs e exibindo inúmeras traquitanas rs...não seduziu-me (como de resto, os "Istêitis"). A alma não se sentiu lavada. Certamente porque deve ser muita areia para o meu modesto caminhãozinho A questão é de outro prisma. Suponho até espiritiual, além de estética, antropologia e das afinidades eletivas.

      Msas repito: encharque-se e esbalde-se com as maravilhas de "Manhatã" (Salve Cazuza), aproveitando ao máximo cada segundo, "marrelógico"!!!

      Santé e axé!!!
      Thousands of kissessssssssssssssssssssssssssssssssssssssss

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  4. Ok,aproveite bem a "festança gastronômica."Só não quero ver choradeira depois...

    Monica.

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    1. Ai, ai, Monica... já comprei até uma calça nova pra fazer (e maior) pra fazer minhas caminhadas diárias.

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  5. Se prepara pra pagar excesso de peso no avião de volta... rss

    Sergio Natureza - BA

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  6. M.L.

    Adorei seu comentario, e concordo, e o lugar que nos seduz .....
    e nao adianta forcar, e alguma coisa mais forte, sem explicacao.
    Alem de Paris e outros lugares, Salvador, me fascina, e me pega de um jeito, que e so pisar no chao que parece que limpa toda minha alma, como se eu tomasse um banho espiritual.

    Felicidades,

    G.B.

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  7. Obrigado pela gentileza...pois é assim mesmo, G.B. Não por acaso você é nossa mui digna e merecida e estimada Diretora do C.P.F.A.S. O Caio Fernando Abreu que possuía uma alma lavadamente clariceana rs...disse que pisar o chão de Paris é como pisar o coração do mundo.Na verdade, não sei por quais motivos (estéticos certamente... e não só por isto) o meu xaxim não tem nada a ver com a trepadeira dos "Istêitis" rs. Quase nada lá me encanta ou seduz, ou surpreende (adorooooooo coisas únicas), pelo menos nas poucas cidades que conheci. Até este exato momento...para a minha sensibilidade ou necessidade, tudo parece-me mais do mesmo ou previsível... e, às vezes, de mau gosto rs. Pode ser falha minha.As coisas que vi , algumas vezes pareceram-me falsas ou de brinquedo rs. E olha que a BIG APPLE chegou até a bater as azinhas e revirar "ozoinho" pra mim...debalde.
    Felicides , sorte, saúde e abraçaço.
    Marcos Lúcio

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  8. Feliz Natal para o casal, na terra do Tio SAM.

    ABRAÇO.

    ANTONIO CARLOS

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    1. Obrigada, Antonio Carlos! Pra você e para a sua turma também!
      Abraços!!!!!!!!!!

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  9. Respostas
    1. Ariel, meu fiel leitor... andei meio perdida nas Nova Iorques da vida, mas aguarde que em breve darei notícias... Feliz Natal, meu querido!!!!!!!!!!!!!!

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