terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Pobres mulheres ricas

Para aqueles que acreditam que TV aberta é um lixo, vou logo avisando: foi justamente ali que tive um momento de iluminação...

Sim, caro leitor... saio hoje em defesa da televisão sensacionalista, literalmente “veículo” do qual o Universo fez uso para me dar um tremendo de um choque, seguido de verdadeiro enlevo espiritual quando me senti mais uma mulher absolutamente comum no mundo, entre bilhões de outras iguais. É bem verdade que ao final da experiência acabei meio enjoada e tive uma noite de sono agitado, mas vá lá! Nem toda iluminação espiritual vem de graça.
Bom... depois deste trelelê, explico: foi zapeando que caí em um tal de “Mulheres Ricas”, programa sem pé nem cabeça que vive de mostrar umas senhoras cheias da grana e... mais nada. Sim, a atração é exatamente isto: um show de esnobismo, futilidade, ostentação. E só. Mas o incrível de tudo é que, mesmo sendo apenas um espetáculo de egocentrismo, o "Mulheres Ricas" tem o mérito de esfregar na cara do telespectador aquela verdade que diz que há artigos que o dinheiro não paga, por maior que seja a bala na agulha.  Autoestima, por exemplo, não se compra nem nas melhores maisons de Paris, né, ô Chanel?
As protagonistas do espetáculo são milionárias, mas de sua boca não sai quase nada além de “este vestido é um Valentino”... como se isso fosse realmente uma coisa de outro mundo. O consumismo surreal mistura-se ao esforço para convencer a plateia a respeito do sangue que, se não saiu azul de fábrica, teria azulado no decorrer da vida. Mas alguém aí liga pra isso? Junto delas, um séquito de puxa-sacos só consegue tornar tudo ainda mais indigesto e reforçar a verdade de que amizade não se compra, mas outra verdade também prega que gente rica nem sempre liga pra isso. E olha, quando digo “indigesto”, não se trata de uma figura de linguagem: a “diversão” não caiu bem e me causou um certo enjoo psicológico que desceu para o estômago.
O bom deste programa é que, ao final, nós, reles mortais que nada temos de milionários excêntricos, aliás muito contrário, acabamos nos sentindo comuns até demais, distantes milhões de anos-luz daquele universo aparentemente glamouroso... mas que me pareceu mais frio que uma lâmpada fluorescente, e mais infeliz que uma piada de mau-gosto.

22 comentários:

  1. Podiam usar toda a grana e influencia para fazer algo de uil para a sociedade, como fundar uma escola profissionalizante, mas nao, elas tem que gastar todos os recursos para tentar preencher o imenso vazio interno que sentem.

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  2. Teve um dia, numa das minhas zapeadas de canais, que também caí nesse programa. Mas, diferente de você, não consegui ficar por muito tempo. Aquilo ali é o suprassumo da futilidade, da imbecilidade, da falta de massa cinzenta, da subestimação da inteligência alheia...enfim. Mas, a exemplo de tantas outras inutilidades que são exibidas na televisão, essa também só continua sendo exibida porque tem quem assiste. Fazer o que, né?

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    1. Graaaaaaande Emerson! Voltaste, homem? Tá vendo? Fez uma visita ao blog e virou freguês! Fico contentíssima, porque antes só te via lá no Rio Acima. Olha eu não troquei o canal porque queria ver até onde a coisa ía... e ela não foi a lugar nenhum, não saiu do lugar, ficou só naquele rame-rame de ostentação que enjoa. Mas uma coisa eu te digo: lá eu não volto mais! Abraços!

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  3. Pois é, virei freguês. É que antes seu blog não estava nos favoritos do meu browser, aí eu esquecia de acessá-lo. Mas agora ele está, então não tem como esquecer..rss! É, você tinha mesmo que assistir até o final, para depois poder falar com propriedade. Abraços.

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    1. Pois fico muito satisfeita em saber que agora estou aí no meio dos seus favoritos. Muito obrigaaaaaada!!!

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  4. São as mulheres dos nossos respeitáveis empresários...

    SERGIO NATUREZA - BA

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    1. Não, algumas são as próprias empresárias mesmo.

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  5. Fernanda,

    Como sempre voce descrevendo como ninguem esses programas como no caso "mulheres"...... nao conheco, e nao tenho a minima curiosidade em conhecer ......nao ensina nada, nao acrescenta nada.... mas tem muita gente que gosta e assiste.

    Felicidades,

    Gilda Bose

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    1. Apareceu a Margarida! Ainda bem que você voltou, ô dona Gilda, porque fez falta aqui no blog! E agora faça o favor de não sumir de novo, hein??? Mil beijos!

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    2. Adooooorei o ressurgimento da diretora querida e benvindíssima, sempre! e faço minhas as palavras dela. Ainda reproduzo pergunta que fiz em 5 de fevereiro de 2013 23:13, no post de 04/02/13...OS MISERÁVEIS:LUXO TOTAL

      A pergunta que não quer calar: por anda anda a Gilda??? Tomara que esteja em Paris e feliz. O C.P.F.A.S está sentindo falta da estimada diretora.Aguardo notícias.
      Abração pra ela.
      Marcos Lúcio

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  6. Assisti intencional e integralmente um episódio, para construir percepão do programa em discussão. Essas Senhoras ricas(?) são tragicômicas. Seu serviçais mais próximos(?), curiosamente, homossexuais afetadíssimos, quase caricatos, despertaram-me piedade. Programa totalmente dispensável, na mesma categoria do ESQUENTA, de Regina Casé, tão diferentemente idêntico.
    A tevê aberta, com raras exceções, possui programação imbecilisante, robustecendo e dando musculatura ao pensamento acrítico de seus telespctadores, ou seria, vítimas voluntárias?

    ANTONIO CARLOS

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  7. Gostei da recepcao .... Apareceu a Margarida! ..... adorei.
    Mil beijos para voce tambem.

    Gilda

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  8. Como não vejo tv até por falta de tempo (faltam muitas horas no meu dia para coisas que considero relevantes e/ou essnciais), fico sabendo do lixo (neste caso o luxo do lixo rs)e vou pesquisar para entender um cadinho do que se trata. Ainda acredito que somos a opinião ou o conceito que temos sobre o que lemos, o que vemos , o que comemos, etc. Logicamente só poderia ser um programa indigesto pra uma pessoa especial, talentosa e sensível, como a nobre blogueira.

    Olha o que descobri queriDannemann... além de ser um debilóide reality show (não basta a bosta do BBB?rs).

    Mulheres ricas de SAMPA, não estão gostando do programa “Mulheres Ricas”
    Sucesso de repercussão na internet e dono de bom ibope para os padrões da Band, com picos de 8 pontos, o reality show Mulheres Ricas se propõe a retratar um mundo repleto dessas extravagâncias, em que seria normal bebericar espumantes o dia inteiro ou trocar de avião em uma simples tardinha de compras.
    Em suma, é uma peça em formato pretensamente documental sobre a vida dessas assim chamadas milionárias de São Paulo, onde vivem quatro das cinco participantes. Não faltam, para isso, situações ambientadas em restaurantes estrelados e ruas cheias de grifes, como a Oscar Freire.
    É tudo teatro, com o mais deslavado exibicionismo das tais “ricas”. Não por acaso, é das esquinas de nossos bairros nobres que partem as críticas mais ferozes às estrelas da atração, em especial pelas cenas de ostentação desmedida.

    Uma das primeiras a se manifestar sobre o tema foi a consultora de etiqueta Claudia Matarazzo, cerimonialista do Palácio dos Bandeirantes, que disparou:
    Ricas? Não sei onde. “Sinto-me ultrajada como espectadora, como mulher e como mulher rica. Sim, pois em um país como o nosso alguém que tem casa e carro próprios, um emprego em que ganha o suficiente para pagar as contas, viajar com a família uma vez por ano e comer fora de vez em quando pode ser considerado rico”. A maioria ganha salário mínimo, sem contar os desempregados.
    Em outro trecho, resumiu: “Esse festival de mau gosto, com aviões particulares e grifes manjadas, é coisa de gente sem imaginação, pobre de espírito e ignorante”. Eu diria: coisa de perua rs.

    A empresária Maricy Trussardi, cujo tradicionalíssimo clã inclui dez filhos, 27 netos e vinte bisnetos, afirma ter opinião semelhante à da blogueira. Para ela, as cenas exibidas “celebram o ter e não o ser” e representam “um adultério à vida”, com influência “possivelmente nefasta para garotas que só pensam em se casar com homem rico”, levando-se em conta a baixa escolaridade do nosso povo.
    Dona Maricy, como é chamada, legítima representante da mais tradicional sociedade paulista, pergunta indignada: “O objetivo é mostrar que as mulheres são somente vazias, ocas?”.

    “A impressão que fica é que o rico acorda tarde, não se preocupa em trabalhar e bebe o tempo inteiro; da forma como é feito, sem mostrar outro lado, o programa vira uma bobagem, algo patético, alienante e ridículo”, diz a empresária Sandra Bork.

    “Sou amiga de mulheres extremamente ricas, que vivem de forma discreta, e não alardeando suas posses”, complementa Kika Rivetti, que comanda a grife francesa Longchamp na cidade – e, por bom-senso, vetou a utilização de sua loja no Shopping Cidade Jardim como locação de um capítulo. Na verdade, os poucos ricos, de fato, que conheci, são mesmo, super discretos.

    Marina de Sabrit: "Definitivamente, o programa não retrata a elite"

    Sandra Habib: "O programa é cômico, ridículo, ninguém vive daquele jeito"

    Morro de pena de quem perde tempo assistindo uma m destas rs. Ganha-se o quê? Aprende-se o quê? Evolui-se de que modo? Será que esta gentalha passivamente telespetadora sonha em ficar rica somente assistindo este festival de caras ou luxuosas bizarrices? Francamente... melhor digitando: fracas mentes. Não vi e não veria jamais rs.
    Santé e axé!
    Marcos Lúcio

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  9. Se essa nao eh uma delas, certamente eh fa do programa!

    http://oglobo.globo.com/rio/mulher-presa-durante-operacao-lei-seca-na-zona-sul-7637144

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    1. Ando mais enrolado do que charuto em boca de bebado mas sigo fiel!

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  10. Marcos Lucio,

    E por esta razao que te admiro em seus comentarios. Fernanda descreve o programa, voce pesquisa, da a sua opiniao e ainda complementa com opinioes de pessoas que ao meu ver, conhece o que e ser rico. Parabens!

    Felicidades,

    Gilda Bose

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  11. Estimado Presidente da C.P.F.A.S Marcos Lucio,

    Sou meio desligada rsrsrsr, so vi seu ultimo comentario, e nao tinha visto o seu primeiro .... obrigadissima pelo seu Benvindissima .... nao estou em Paris ....porem meu coracao estara sempre la ..... ate suspirei rsrsrs. Feliz eu procuro estar sempre ..rsrsrsr. Senti muitas saudades sim e agora estou de volta, "firme e forte " rsrsrs

    Um abracao para voce tambem.
    Felicidades,

    Gilda Bose

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  12. Olha a Gilda ai gente!!!

    Fernanda,só o título "reality show" já me serve de alerta para trocar de canal.Aliás a TV p/assinatura,as vezes tambem deixa muito a desejar... Bjs.

    Monica.

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  13. Monica, fiquei feliz em saber que voce aproveitou o carnaval no Recife. bjs.

    Gilda Bose

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    1. É verdade Gilda,adorei e pretendo voltar nos próximos carnavais. Bjs procê tambem.

      Monica.

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